terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Um grande filme, uma extraordinária actriz e uma boa notícia


Ao conquistar  cinco prémios, "Três Cartazes à Beira da Estrada" foi o grande vencedor dos Prémios BAFTA, reforçando  a minha convicção de que pode conquistar  os Óscares de Melhor Filme e  Melhor Actriz na noite de 4 de Março.
É um filme sobre o inconformismo, a violência e a amizade, com uma interpretação fabulosa de Frances Mc Dormand, que interpreta o papel da mulher inconformada que luta pela justiça, contra a ineficácia e a inoperância de um polícia laxista. 
Um exemplo para as mulheres de preto que gostam de pisar as passadeiras vermelhas com um protesto justo, mas que pelo seu radicalismo ameaça tornar-se inconsequente.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXVIII)




Porque neste fim de semana a RTP Memória assinalou o 80º aniversário de Simone num excelente "Inesquecível", como sempre conduzido por Júlio Isidro, resolvi associar-me a essa memória e recordar esta belíssima canção.

Bruno de Carvalho e a IURD






Quando rebentou o escândalo das adopções ilegais da IURD, Edir Macedo  impôs aos seus seguidores um jejum de notícias.
Não me lembro de ouvir uma condenação do Sindicato dos Jornalistas ao apelo de boicote feito por  Edir Macedo
Lembro-me, porém, que aquilo que parecia ser apenas uma medida para impedir  os crentes  de acompanharem a par e passo os desenvolvimentos do caso das adopções ilegais, colocando em causa a actuação e a credibilidade do líder da seita religiosa, teve desenvolvimentos e consequências inesperadas. Poucos dias depois  da proibição decretada por Edir Macedo, surgiu a notícia de que Joana Marques Vidal, a PGR incensada pela direita, teria responsabilidades no caso, por não ter  mandado encerrar o lar ilegal.
Nos dias seguintes ficou a saber-se que o caso ficava em segredo de justiça e nunca mais se ouviu falar do assunto.  Edir Macedo, com a colaboração da Justiça, conseguiu silenciar os jornais e obter uma importante vitória.
No último sábado, numa jogada ao estilo da IURD, Bruno de Carvalho pediu aos seus fiéis que não comprassem jornais desportivos, não  vissem televisão, ( excepto a Sporting TV) e recomendou aos comentadores que abandonassem os programas televisivos em que participam.
Bruno de Carvalho terá pensado que os comentadores são propagandistas da Fé sportinguista e os adeptos do SCP fiéis cegos e acéfalos, como os das seitas religiosas.
Num primeiro momento  até parecia estar a pensar bem pois, de imediato, alguns adeptos sportinguistas agrediram jornalistas, seguindo o exemplo dos fiéis da IURD que, em tempos, tiveram a mesma reacção com os jornalistas que divulgaram notícias comprometedoras sobre Edir Macedo.
O apelo de Bruno de Carvalho não deverá ter mais consequências.  Os comentadores ( com excepção de Manuel Fernandes) decidiram permanecer  nos programas onde debitam opiniões e os bispos, perdão, figuras influentes e de grande importância no Sporting CP, em vez de se solidarizarem com o comandante, como fizeram os bispos da IURD,  criticaram o apelo feito por Bruno de Carvalho.
Como se tudo isto não fosse suficiente até o Sindicato dos Jornalistas, que se remetera ao silêncio no caso da IURD, veio agora pedir aos órgãos de comunicação social uma posição unânime de condenação ao apelo de Bruno de Carvalho.
Fica assim provado que apesar de o fanatismo clubístico e religioso terem muitos pontos em comum, as estratégias de combate aos “inimigos” das colectividades não podem confundir-se.
Salvo se Bruno de Carvalho tiver , como Edir Macedo, um trunfo na manga para obrigar a comunicação social a calar-se…

Notícias do elevador social




De porteiro da Tecnoforma a professor soldado numa Universidade, em apenas cinco anos?
Alguma coisa está errada, quando alguém que nunca soube fazer mais nada do que política rasteira, arranja como primeiro emprego, aos 50 anos, um lugar de professor universitário.
Terá sido cunha de Marilú, ou jogada antecipada de um reitor, a prever prebendas futuras?
 Não sei se era a isto que Paulo Portas se referia quando falava de elevador social mas, se assim for,  as vítimas são os alunos. Em vez de um professor, passam a ter aulas com um delegado de propaganda médica. Ainda por cima rasca, ordinário, como se viu no discurso de despedida do PSD.
 Um discurso marcado pelo ódio, que denuncia a irresponsabilidade da docência em determinadas universidades. Quem contrata gente desta estirpe para dar aulas, não deve estar preocupada em formar homens, mas apenas em ganhar dinheiro.
Claro que isso não é novidade para ninguém. O mundo das universidades privadas está repleto de exemplos destes, sendo raras as excepções que prestigiam a escolha.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Humor fim de semana

No tribunal

Pergunta o juiz
- Portanto, o réu começou a toca-lá dentro do carro?
- Sim!!!
- E ele tinha uma forte erecção?
- Não, tinha um Ford Fiesta...

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXVII)

Porque é preciso não deixar de sonhar, este fim de semana trago-vos esta fascinante memória de Ellis Regina.
Boa noite e bom domingo

Lição da Semana

Se cada utilizador/a das redes sociais, em vez de publicar fotos de filhos e netos, se dedicasse de corpo e alma à causa ambiental, escrevesse e partilhasse textos sobre  sustentabilidade, não correria o risco  de vir a ser acusado/a por essas mesmas crianças, de nada ter feito para lhes deixar um planeta  saudável em que fosse agradável viver.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXV)

Acabou o Carnaval, mas a música brasileira ainda vai ficar por aqui alguns dias para recordar alguns sucessos. Como este de Sandra Sá, por exemplo.
Boa noite!

O PARAÍSO ESTÁ EM CRISE!




Durante as décadas de 80 e 90 passei várias vezes férias nas Maldivas. Creio que nunca estive tão perto da noção  que tenho de Paraíso como lá. (À Patagónia ou Terra do Fogo, falta aquela temperatura ímpar do ar e da água).
Lembro-me de num dia de Natal, ver o Pai Natal chegar de barco e atracar no cais do hotel, deixando a criançada em êxtase. Éramos ainda poucos, espalhados pelos bungallows em cima da água
No início do século XXI apercebi-me que o Paraíso começava a ficar conspurcado e demasiado populoso para o meu gosto. 
Aquele recatado café em Malé, longe do Paraíso,  onde por vezes ia de manhã para escrever, tornou-se um ponto de atracção turística e as lojas onde parava para amena cavaqueira tornaram-se locais assépticos e globalizados.
Apesar de tudo, solto um lamento quando leio notícias que dão conta da grande crise política que está a atingir as Maldivas. 
Nunca é  bom agoiro, quando uma crise atinge o imaculado Paraíso.

Os Brandos Costumes nas revistas cor de rosa

Parece-me de extremo mau gosto que uma dessas revistas de mexericos, a que se convencionou chamar cor de rosa, tenha publicado na capa, em grande destaque, um caso de aparente negligência das autoridade.
Reduzindo a notícia ao essencial:
Bárbara Guimarães foi apanhada hã três meses a conduzir com uma taxa de alcoolemia de 2,8%. Não sei se foi na mesma  noite em que foi apanhada  depois de embater com o jeep, onde levava a filha menor, no banco traseiro.
Não me interessa e -  repito-  considero nojento que uma revista  tenha fotografado a apresentadora da SIC a conduzir o seu veículo, quando devia estar inibida de conduzir.
Se trago este caso à colação, é com um único intuito. Como não acredito que  Bárbara Guimarães tenha sido perdoada ou esteja a ser protegida pelas autoridades,  não me surpreende que a maioria dos condutores apanhados em infracções graves continue a conduzir descansadamente nas estradas portuguesas, porque a única coisa que preocupa seriamente as autoridades é punir  os condutores apanhados com excesso de velocidade.


Em tempo: por mero acaso encontrei este post publicado em 2009 que, em certa medida, contradiz o que escrevo hoje, sobre a protecção das autoridades a algumas figuras públicas, mas tenho consciência de que os tempos eram outros. Ora leiam:


Carolina Salgado deixou de ter direito a segurança privada, paga por todos os portugueses, com o beneplácito da srª Procuradora Maria José Morgado. A causa? Aparentemente a última cena de ficção da Vidente do Monte da Virgem, cujo cenário foi uma quinta no Alentejo de onde se recusa a sair. A causa remota, porém, estará relacionada com o facto de os seus seguranças ( pagos pelo erário público, repito...) terem impedido que fosse sujeita a controlo de alcoolemia quando teve aquele acidente às 4 da manhã na ponte da Arrábida e que motivou a sua retirada para o Alentejo a fim de escrever mais um livro.Presumo que o CM chore amargamente a desdita da sua colunista que escreve através de um “ghost wtiter”

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Memórias em vinil (CCCXXXIV)

E porque hoje é Dia dos Namorados, esta Memória vem mesmo a calhar, não vos parece?

Quando S. Valentim estragou um conto de Fadas

Era uma vez uma jovem que via muitas telenovelas, lia a “Maria” e sonhava casar com um homem rico. Um dia encontrou uma Fada que lhe disse:
- Posso satisfazer-te esse desejo, com uma condição: terás de ir trabalhar  numa casa de alterne.
- Quanto tempo?- perguntou a jovem
- Não muito. O suficiente para eu fazer o meu feitiço.
Ao fim de alguns meses, numa manhã de nevoeiro, a Fada voltou a aparecer e disse-lhe :
- Prepara-te. É hoje que vais encontrar o teu futuro marido.
A jovem passou o dia em sobressalto. Foi ao cabeleireiro, pediu dinheiro emprestado para comprar um vestido novo e à noite sentou-se na sua mesa habitual à espera do homem que lhe iria mudar a vida.
Ao bater das 12 badaladas da meia-noite, viu entrar um homem que conhecia das capas de revista e não teve dúvidas que era aquele o marido que a Fada lhe destinara. Não era bonito, era já um pouco velho, mas a conta bancária colmatava esses pequenos defeitos. Pensou que a  Fada podia ter sido mais generosa,  mas  se era aquele que ela escolhera, devia saber o que estava a fazer.
Confortada com esta ideia, não hesitou. Passados alguns dias estava a viver com o homem que a Fada lhe destinara. Foram muito felizes durante dois anos. Ela começou a aparecer nas capas de revistas, exibindo roupas luxuosas e sorrisos de plástico, evidenciando o desafogo em que vivia. O problema é que o companheiro não queria nada de casamento  e ela começava a desesperar.
Um dia, numa visita a Lisboa, encontrou a Fada no Jamaica e atirou-lhe:
- Enganaste-me, Fada! Afinal ele não quer casar comigo…
- Não tenhas pressa. Ele não te dá tudo o que desejas?
- Sim, mas é velho, um dia bate a bota e eu fico sem nada…
- Eu fiz o que tinha a fazer. Agora é a ti que compete fazer o resto.
A jovem era um bocado lerda, por isso não entendeu as palavras da Fada e decidiu agir de acordo com  a sua ambição. Começou  a roubar o companheiro.
Quando percebeu que estava a ser vigarizado, o candidato a marido decidiu pô-la na rua.
Despeitada, jurou vingança e resolveu escrever um livro contando algumas malandrices do seu companheiro. Como a imaginação era demasiado fértil, carregou nas cores da paleta, inventou umas mentiras que um casal de Lisboa lhe soprou ao ouvido e tornou-se escritora de ficção.
O livro foi um sucesso de vendas e despertou a curiosidade de um realizador de cinema, que pretendeu transformá-lo em filme. A jovem já pensava ser a protagonista, mas teve de contentar-se com o argumento. Para a compensar, o realizador ofereceu-lhe uns fins de semana em Lisboa e disse-lhe que havia uma senhora que estava disposta a ajudá-la, desde que ela contasse umas histórias em Tribunal.
A jovem aceitou de imediato. Dando asas à imaginação inventou umas histórias, garantiu em Tribunal que tinha assistido a umas cenas com fruta que puseram em delírio a imprensa desportiva, o Correio da Manha e os adeptos do Benfica. Passou a ter segurança privada, espatifou um jeep durante a madrugada, em condições que a imprensa escondeu, refugiou-se no Alentejo em casa de um novo namorado, mas acabou outra vez mal, como podem ver aqui e aqui
Mas um azar nunca vem só! Os juízes descobriram que era tudo mentira e decidiram proceder criminalmente contra ela pelo crime de “testemunho falso, agravado”.
Quanto à senhora que a considerava testemunha credível, percebeu o logro em que caiu, assobiou para o ar e começou a dar entrevistas ao Mário Crespo na SIC, para falar de outros assuntos mais mediáticos.
É por estas e por outras que podemos estar descansados com a Justiça em Portugal.
Ao fim e ao cabo, foi só uma história de amor que acabou mal, em véspera de S. Valentim. Tal como o clima, também as histórias de amor e os contos de Fadas já não são como eram dantes. A culpa é da fruta, que afinal estava estragada!

AVISO: Publiquei este texto noutro blog, no  Dia de S. Valentim de 2009 mas como se tornou novamente actual para algumas cabecinhas obcecadas com o Apito Dourado ( apesar de Pinto da Costa ter sido ilibado  civil e desportivamente, continuam a esgrimir o Apito como se fosse um caso real e não de pura ficção) achei oportuno recuperá-lo para os arquivos do CR

Calendários



Hoje estive a analisar detalhadamente o calendário e concluí que 2018 não augura nada de bom. Até o Dia dos Namorados coincide com a quarta feira de cinzas, chiça!