segunda-feira, 24 de julho de 2017

Memórias em vinil (CXCIII)

Boa noite e uma boa semana. 

Boa sorte, sr. Hulot





Lá por estarmos em férias, isso não quer dizer que este post seja sobre o superfamoso senhor Hulot, que Jacques Tati imortalizou nas telas.
O senhor Hulot a que me refiro é bem menos famoso (pelo menos por enquanto...) mas arrisca-se a ficar para a História se conseguir concretizar as suas ideias.
Refiro-me a Nicolas Hulot, o ministro do ambiente do governo de Macron.
Ex jornalista e activista das causas ambientais, tornou-se um caso sério de popularidade em França, graças a uma série de televisão dos anos 80 e 90 dedicada às questões do ambiente
Foi graças a ele que Sarkozy foi obrigado a assinar o Pacto Ecológico e terá sido ele quem inspirou  Macron naquela farpa a Trump  " Voltar a tornar o planeta grande"
As medidas anunciadas por  Nicolas Hulot são um manifesto a favor da protecção ambiental:
- fechar todas as centrais a carvão até 2022;
- encerrar 17 reactores nucleares, reduzindo 50% a electricidade produzida por fontes nucleares;
- não conceder novas licenças de exploração de hidrocarbonetos;
- proibição, num prazo de 20 anos, de comercializar carros movidos a gasolina ou gasóleo.
As ideias do sr Hulot estão a fazer fervilhar alguns sectores,  especialmente empresas ligadas ao sector energético. Não terá por isso vida fácil mas, enquanto contar com o apoio de Macron, Nicolas Hulot poderá colocar a França no pelotão da frente dos países europeus, em matéria de sustentabilidade.
O grande problema é que Macron já está a cair em desgraça entre os franceses e a sua popularidade sofreu um fortíssimo abalo nas últimas semanas o que pode por em causa as boas ideias do sr. Hulot.

Os jovens e o futuro

Já aqui escrevi várias vezes, mas nunca é demais reforçar a ideia: acredito muito nos jovens e no futuro que eles querem construir.
Foi com muito agrado que li a notícia de que um grupo de estudantes universitários prescindiu de parte das suas férias para ajudar a reconstruir casas degradadas na zona de Sever do Vouga.
É nestes jovens que acredito, não naqueles que vivem da política, consideram os velhos um empecilho e olham para o umbigo como se tivessem a solução para todos os problemas.
Por isso, quando vejo um desses jovens chegar a lider parlamentar do PSD, reforço a convicção de que  na Santana à Lapa há um execrável cheiro a mofo.

domingo, 23 de julho de 2017

À sombra de uma azinheira




Um casal de alentejanos estava a jantar partilhando uma garrafa de vinho de Pias, quando a certa altura ele diz:
- Maria, aposto que não és capaz de dizer alguma babosêra, que me ponha sastefêto e apoquentado ao mesmo tempo...
Responde a mulher de imediato:
​- A TUA "GAITA" É A MAIOR CÁ DA ALDÊA!
( Via FB)

Dia do Bilhete Postal ilustrado (63)



Em tempos, assim que se aproximava o Verão, lançava desafios aos leitores do CR. Em 2010, por exemplo, pedi aos leitores que me enviassem postais dos locais onde estivessem a passar férias ou onde tivessem passado umas férias inesquecíveis.
Nos dois últimos anos, por razões relacionadas com o meu estado de saúde, mas também por falta de paciência e por não querer maçar mais os leitores, não lancei nenhum desafio de Verão.
Decidi, no entanto, a propósito desta rubrica "Dia do Bilhete Postal Ilustrado", suspender durante umas semanas a publicação dos meus posts e republicar os posts que então me foram enviados pelos leitores do CR, respeitando a ordem de publicação no Verão de 2010.
O primeiro veio da Alemanha e foi enviado pela Teresa. Um belíssimo exemplar  onde se fala de Dresden, conhecida como Florença do Elba.

sábado, 22 de julho de 2017

Memórias em vinil (CXCII)


Julio Iglésias não era a minha praia, mas ninguém ousará negar que nunca dançou ao som de pelo menos uma das suas canções. Eu não nego!
Boa noite e bom fim de semana.

Leituras de Verão (6)





Autor: Arundhaty Roy
Editora: Asa
Primeira edição: Junho 2017
Número de páginas: 463


 Há livros que nunca se esquecem. "O Deus das Pequenas Coisas" de Arundhaty Roy é um desses livros. 

Desde que o li, no final dos anos 90, fiquei à espera de um segundo livro da autora. 
Esperei 20 anos e ainda não vos posso dizer se valeu a pena, porque só esta semana chegou às minhas mãos e ainda não tive oportunidade de o ler. 
Arrisco, no entanto, escolhê-lo para recomendação da semana, porque se Arundhaty Roy escreveu. um livro tão belo como " O Deus das Pequenas Coisas" ( e com ele venceu o Boooker Prize) este " Ministério da Felicidade Suprema" não pode ser um livro mau.
Se me tiver enganado, peço-vos desculpa e prometo vir aqui penitenciar-me.

Lição da semana

Nas últimas semanas aprendi que, mesmo após a reforma, as férias continuam a ser a coisa melhor do mundo.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Memórias em vinil (CXCI)


Esta não faz parte da minha discoteca, mas foi efectivamente um grande sucesso dos tempos do vinil. Daí que de bom grado tenha aceite a sugestão de duas leitoras do CR. Boa noite e bom fim de semana.

Amizade é...

 Depois de uma noite em branco atender o telefone e, do outro lado, ouvir a voz de uma amiga que esta em ferias com a família a milhares de quilómetros de distancia, mas "pressentiu" que eu estava a precisar de sentir uma palavra de alguem que  seja meu amigo desde os anos 60 e tenha tido um percurso de vida similar ao meu.
Nestas alturas apetece-me sempre dizer que já não existem amizades assim mas, melhor ainda, foi sentir que aquele telefonema foi o melhor remédio para que o meu dia fosse mais sereno.


Em casa de ferreiro...

- Então tu andas sempre metido na política e foste casar com uma mulher que detesta política?
- Pois é, meu caro. As mulheres na política são demasiado parecidas com os homens para eu me apaixonar por elas...

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Memórias em vinil (CXC)

Deixo-vos com Claude François.
Boa noite!

Homofobias



Gentil Martins deu uma entrevista ao "Expresso" em que classificou a homossexualidade como anomalia.
Não foi o primeiro médico/ cientista a dizê-lo, nem será o último, pelo que os soundbytes que a sua afirmação provocou nas redes sociais  me soaram a dejà vu.
Espanto maior provocou-me a  decisão do metro de Londres  substituir  o  tradicional "  Ladies and Gentlemen" por um assexuado , perdão, inclusivo, " Hello everyone".
O Metro londrino justifica a decisão, com o pedido feito pelas associações LGBT para acabar com a alusão a senhoras e senhores que consideram discriminatórias e violadora dos direitos de lésbicas, gays, homossexuais e transexuais.
Espero, sinceramente, que a LGBT portuguesa não faça igual pedido aos metros de Lisboa e Porto pois, em português, não existe uma palavra/expressão neutra que abranja "todos os géneros".
E sinceramente, não me parece muito prático,nem eficaz, que os maquinistas tenham de dizer:
"Atenção senhoras, senhores, lésbicas, gays, homossexuais e transexuais, agradecemos que abandonem rapidamente  a composição, porque deflagrou um incêndio na última carruagem".
O mais provável é que, no final do aviso, o incêndio já tenha alastrado a metade da composição.
Agora a sério: esta mania da linguagem de género politicamente correcta é supimpamente cretina. E, já agora, absolutamente nada inclusiva.

O nosso Le Pen

Já ouvi e li muitos lamentos por não termos em Portugal um homólogo de Le Pen.
Chegou finalmente a hora de esses saudosistas festejarem a entrada em cena do seu redentor. 
É comentador desportivo, veste a camisola do SLB, escreveu um livro em co-autoria com a taróloga Maya, é professor universitário e, ao contrário do que seria de esperar, não chegou à política pela mão do PNR, mas sim do PSD, cujo lider o escolheu para candidato à CM Loures. 
Não foi uma escolha acidental, obviamente. Ventura assenta como uma luva na estratégia do PSD: 
Uma vitória de André Ventura em Loures, pode servir de rastilho para despoletar a xenobobia e o racismo que existe na mentalidade portuguesa, especialmente no seio dos retornados, saudosos dos tempos colonialistas que transformou pobres diabos em grandes senhores, graças à exploração dos pretos e são a sua grande base de apoio.
Vivemos num país livre, o  senhor Ventura tem direito à sua opinião  e a dizer as alarvidades que lhe apetecer.
A extrema direita agradece e rejubila com o candidato Ventura. Às cavalitas de um partido que se reclama "democrático" consegue apresentar um candidato com possibilidade de vencer uma eleição democrática.
O PSD tem sido barriga de aluguer de muitas alarvidades. Não me espanta que também sirva de porta de entrada à extrema-direita.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXIX)

Vá lá, dêem uma oportunidade ao rapaz e ofereçam a vós próprios a oportunidade de serem felizes. Boa noite!

CDS em maus lençóis

Depois de retirar o apoio à candidatura de André Ventura, o CDS está em maus lençóis para encontrar um candidato que rivalize com o do PSD. 
Atrevo-me a sugerir a Assunção Cristas que convide  Pedro Guerra.  Face às semelhanças histriónicas e história de vida, com o senhor Ventura, seria um excelente trunfo : 
Tal como o candidato do PSD, Pedro Guerrra é comentador desportivo, veste a camisola do SLB, diz alarvidades sem fim, tem ar de pegador de touros e só perde no confronto com o sr Ventura, porque ainda não escreveu um livro em co-autoria com a Maya.Mas ainda vai a tempo...

Aristides de Sousa Mendes




Faz hoje 132 anos nascia em Cabanas do Viriato,  distrito de Viseu, Aristides de Sousa Mendes.
Todos conhecem a sua história de vida, o seu exemplo de humanismo e o importante papel que desempenhou  durante a II Guerra Mundial, pelo que me abstenho de aqui recordar o seu exemplo ímpar no auxílio a milhares de refugiados.  Desobedeceu ao Estado, foi proscrito, mas salvou da morte muitos milhares de refugiados.
A razão que me leva a evocar hoje Aristides de Sousa Mendes, um exemplo raro de  defesa dos direitos humanos, é uma triste coincidência  Neste mesmo dia, um tal senhor Ventura, candidato do PSD a Loures, rejubila com o facto de o país inteiro apoiar o seu discurso xenófobo e racista contra a comunidade cigana. E Pedro Passos Coelho, líder do PSD, não só mantém o seu apoio ao sr Ventura, como apoia as suas palavras. Sintomático.
Não aprendemos nada com portugueses  dignos, como Aristides de Sousa Mendes, que nos deviam servir de guia e exemplo.Pelo contrário. A realidade mostra que a alma tuga  mais facilmente se deixa inebriar pelo discurso xenófobo, populista e racista, do que pelo discurso tolerante da democracia.
.

Corbyn, Melenchon e os jovens

"Os velhos são uns egoístas". "Os jovens votam bem". Os velhos, além de serem "uma despesa e um estorvo" ( Hugo Soares)  "votam mal"  ( Rui Tavares Guedes). Pensei que esta discussão geracional lançada pela JSD, sufragada por Passos e aplaudida por Marilú e mais uns quantos indigentes do PSD tivesse acabado. Enganei-me.
Acontecimentos recentes  demonstram, porém,  que a direita está mais uma vez enganada.
As candidaturas de Melenchon em França e de Jeremy Corbyn no Reino Unido, demonstram à saciedade  que a direita está  enganada. Mais uma vez.
Apesar de terem 66 e 68 anos, respectivamente, ambos tiveram resultados surpreendentes, tendo sido os jovens a sua base de apoio.
Outro mito que as eleições francesas e britânicas destruíram, foi o de a esquerda ter deixado de seduzir os jovens. Ambos os candidatos são de esquerda e conseguiram congregar em torno das suas propostas uma juventude sistematicamente acusada de se marimbar para a política, que se envolveu nas suas campanhas como há muitos anos não se via.
É óbvio que em Portugal ( e na generalidade dos países do sul)  o envelhecimento das populações e a emigração dos jovens, provocada pela crise económica que abalou estes países, é um abono de família para a direita.
Tenho, porém, esperança em que as coisas mudem. Enquanto nos partidos tradicionais portugueses se acentua o envelhecimento dos seus militantes, à esquerda( PCP e BE) há cada vez mais jovens envolvidos na miltância política. São jovens que nada esperam dos partidos do sistema e acreditam que está nas suas mãos construir o futuro. 
Só lhes falta um Melenchon, ou um Corbyn, que garanta consistência aos seus anseios. 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Memórias em vinil (CLXXXVIII)

Boa noite com "Blood, Sweat and Tears"

Carta aberta a Assunção Cristas


 Senhora Dona Assunção:

Durante o último  fim de semana, sondagens revelaram que os portugueses não querem a demissão de Constança Urbano de Sousa, nem de Azeredo Lopes,que insistentemente reclama há um mês.
Durante um comício de promoção da sua candidatura a vereadora da câmara municipal de Lisboa, foi bem visível que a notícia a abalou e deixou atónita. Provavelmente, cara Assunção,  ainda não percebeu o que há de errado na sua estratégia de reclamar a cabeça da ministra. Decidi, por isso, dar-lhe uma ajuda.
Podia começar por lhe dizer que uma pessoa que apoia um candidato racista e xenófobo, com o argumento de que é fiel aos seus compromissos, não tem legitimidade para exigir a demissão de uma ministra. Não fora a distrital de Lisboa tê-la obrigado a retirar o apoio a André Ventura, contra sua vontade, e neste momento teríamos o CDS a apoiar um racista e a senhora a bater no peito clamando a fidelidade à coligação com o PSD. 
Podia também lembrar-lhe que o seu partido votou favoravelmente uma comissão de inquérito independente para apurar as responsabilidades do incêndio de Pedrógão por isso, é sua obrigação aceitar as regras da democracia e esperar pelos resultados do trabalho dessa comissão. 
Eu sei que lembrar-lhe as regras da democracia é uma tarefa tão inútil, como tentar  prender em casa uma gata com cio. Talvez seja por isso mais útil recordar-lhe que os portugueses têm muitos defeitos mas não são burros e nem sempre têm a memória curta.
É normal que se lembrem que a senhora foi ministra do ambiente e, perante uma seca, a medida política que anunciou ao país, foi "rezar a Nossa Senhora" para que chovesse.
Também não se esquecem que a senhora confessou ter assinado de cruz, durante as suas férias, um diploma enviado pela então sua colega de governo, Maria Luís Albuquerque, o que imediatamente a desqualifica para exercer um cargo ministerial. 
Também se lembram, muito bem, que a senhora defendeu sempre o ministro Relvas,  apoiou a TSU que motivou a maior manifestação de repúdio das últimas décadas em Portugal e não esquecem a sua actuação enquanto ministra. 
Há outras coisas que a maioria dos portugueses não sabe mas que a senhora, como ex-ministra do ambiente, tinha a obrigação de saber. Vou lembrar-lhe apenas uma:
- É um dado adquirido há muito, na comunidade científica mundial, que em determinadas zonas do globo ( entre as quais a Península Ibérica)  os incêndios, como as inundações,  cada vez mais resultarão de causas naturais imprevisíveis e incontroláveis, pelo que pedir a demissão de uma ministra por causa de um incêndio,  de uma inundação, ou outra qualquer catástrofe natural, como um terramoto, é pura e simples demagogia. Estou a ser brando porque, em boa verdade, penso que a sua exigência é fruto de má fé.
Não arrisco afirmar que essa má fé se deva ao facto de a senhora desconfiar tanto das mulheres, que não escolheu uma única para o seu núcleo duro. 

Estou no entanto tentado a dizer que a senhora  se sente mais confortável rodeada de homens,  quiçá por ter mais confiança nos conselhos que eles lhe podem dar ( como no caso de Loures, por exemplo).  Não quererá a senhora,certamente, repetir a experiência de ser vítima de uma punhalada feminina. Compreendo-a. Como diz o povo, " Gata escaldada de água fria tem medo".
 Constança Urbano de Sousa é uma  mulher com uma dignidade que a senhora tem sobejas razões para invejar. Espero, por isso, que feche a matraca e se centre na sua candidatura a Lisboa. Não é que tenha quaisquer hipóteses de ganhar, mas levar uma abada de Teresa Leal Coelho ficaria nos anais do anedotário político e remete-la-ia novamente à condição de figura de terceiro plano na vida política portuguesa. Pelo menos até que o Melo de Joane  venha ocupar o lugar que lhe cedeu enquanto não se cansar do brinquedo de Bruxelas.
Devo confessar que tenho uma grande esperança em divertir-me durante a sua campanha eleitoral. Estivesse eu no activo e iria acompanhá-la a par e passo.
As suas indumentárias  de frutas tropicais, a chamada ao palco dos pais, filhos e marido, durante os comícios, ou a sua presença em concertos pimba, serão momentos inesquecíveis, mas o que eu mais gostaria era  acompanhar as suas visitas a bairros sociais e às comunidades ciganas. 

 A sua campanha será uma viagem ao passado, com a vantagem de já não haver Salazar. E, para sua sorte, não haver Marcelo Caetano que, muito provavelmente, a teria aconselhado a aprender a cozinhar e coser meias, em vez de andar a estudar direito. A avaliar pela ignorância que a senhora demonstra em matéria jurídica, o velho títere dessa vez não se teria enganado na profecia.
Termino com uma mensagem de esperança.
Como escrevi acima, os portugueses não são burros. Nem mesmo aqueles que se propõem votar em si, se a senhora continuar a prometer-lhes o que eles querem ouvir:
- Mais carros em Lisboa;
- Acabar com o trânsito caótico;
-  Fim dos sem abrigo  e sua reinserção;
- Habitação para todos;
- Revitalização do arrendamento
- IMI 0% em determinadas situações
Estas são, para já, as promessas que me ficaram no ouvido. Suficientes para a propor para Prémio Nobel da Incoerência. Ou para sugerir a Marcelo Rebelo de Sousa que a condecore no 10 de Junho.
Muitos lisboetas  irão votar em si, apesar de não acreditarem numa única das suas promessas.
Eles ainda se lembram que foi a senhora que fez a última  Lei do Arrendamento, que não agradou   a proprietários e inquilinos.
Sabem que a promessa de IMI 0% é apenas mais uma demonstração da sua ignorância, porque seria inconstitucional.
Sabem, enfim,  que acabar com os sem abrigo é utopia, disciplinar o trânsito prometendo mais carros em Lisboa é demagogia, garantir habitação para todos é trafulhice.

Então porque votam em si?
Simples, minha cara senhora:
- Os lisboetas que votam em si esperam um favorzinho para um lugar de estacionamento especial, um desconto no IMI, uma casa barata para arrendar ou comprar ( há tantas habitações sociais de qualidade...) enfim, aquilo que eles sabem que os lisboetas não podem aspirar, mas que com uma cunhazita esperam almejar.
É que em matéria de cunhas, consta que a senhora sabe da poda.
Passe bem. 

Jane Austen







Faz hoje 200 anos que morreu Jane Austen.
Tinha apenas 41 anos, era pobre e a sua morte foi mais ou menos ignorada, mas deixou um vasto legado literário, cujo mérito tardou a ser reconhecido.
Dois séculos depois, Jane Austen é uma das escritoras mais admiradas no mundo ocidental, onde se realça o seu humor e a análise corrosiva dos costumes da época. 
Alguns dos seus livros chegaram aos cinemas em longas metragens  de grande sucesso ( Sensibilidade e Bom Senso ou Emma) e aos pequenos ecrãs em miniséries como Orgulho e Preconceito.
Dois séculos depois, a data da sua morte é assinalada com a reedição de vários dos seus livros e algumas cerimónias evocativas.